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Como o escritório trabalha

O processo é o último passo, não o primeiro

A ordem importa. Petição escrita antes de o número estar na mesa compromete a estratégia inteira, porque fixa uma tese que os fatos ainda não sustentam.

  1. 01

    Leitura do caixa

    Antes da tese jurídica, a fotografia financeira: geração de caixa, dívida por credor, garantias dadas, contingências e o que a empresa consegue pagar de fato.

    Quando a contabilidade não sustenta essa leitura, isso vira o primeiro problema a resolver.

  2. 02

    Mapa de credores

    Cada credor por classe, valor, garantia e poder de decisão. É esse mapa que define se existe caminho negocial ou se o processo é inevitável.

  3. 03

    Escolha da via

    Acordo direto, recuperação extrajudicial, recuperação judicial, venda de ativo ou reorganização societária. Comparadas por custo, exposição, prazo e chance de execução.

    As vias se combinam com frequência: extrajudicial com o banco, acordo direto com o fornecedor.

  4. 04

    Instrumento jurídico

    Redação do que vai sustentar a decisão: plano, acordo, contrato, alteração societária ou o pedido em juízo, com o cuidado probatório que a via exige.

  5. 05

    Negociação

    A mesa com bancos, fundos, fornecedores e sócios. É onde o resultado se decide, com o processo servindo de moldura e de prazo.

  6. 06

    Cumprimento

    Acompanhamento até o fim da obrigação: cumprimento do plano, condições precedentes, registro dos atos societários e encerramento.

    Na recuperação judicial, a fiscalização dura dois anos após a homologação.

O que costumam perguntar antes da primeira conversa

Uma conversa reservada antes da próxima decisão

Quanto mais cedo a situação é lida, mais caminhos continuam abertos. Depois da penhora, o que sobra é escolher entre alternativas piores.